quarta-feira, 21 de junho de 2023

COZINHA AFETIVA - Escola Idalina

Como dissemos no post anterior, os alunos contaram suas memórias afetivas relacionados à alimentação e, reproduzimos aqui os melhores depoimentos escolhidos pela classe.


COMIDAS E MEMÓRIAS  


Os alimentos fazem parte de nosso cotidiano, seja algo especial, ou apenas um almoço qualquer! 

É fato que as comidas marcam infâncias, épocas e, principalmente nossas vidas!! 

Não sei vocês, mas uma comida que marcou muito a minha, foram uns biscoitinhos em formato

de bonecos com detalhes em goiabada. Minha mãe, antigamente, fazia-o com muita

frequência, mas, mesmo que ela não faça mais tão frequentemente, com toda certeza me

marcou muito e vou lembrar para sempre!

(Depoimento de Gabriel de Brito Bozi)



 MEMÓRIA AFETIVA


Quando eu era pequena sempre que eu ficava gripada eu pedia para a minha mãe fazer sopa

para mim porque eu me sentia bem melhor depois de come-la.

Até hoje eu faço isso pois é uma coisa que me lembra a infância, ela sempre coloca macarrão,

carne, cenoura, batata, batata doce, às vezes beterraba e sempre fica muito bom.

Então já virou tradição lá em casa sempre que alguém fica gripado nós fazemos sopa.

(GIOVANNA RODRIGUES FERREIRA 9 ANO A)



Cupcake da alegria 

Quando eu tinha por volta dos 8 anos de idade, fui diagnosticada com colesterol alto, e fiquei muito

mal com isso, tive que entrar em uma dieta extremamente rigorosa logo no inicio do ano, até que

chegou as férias de julho, onde iria passar com a minha madrinha e meu padrinho, e sempre que eu

ia para lá fazíamos muita arte na cozinha com ela, vários doces, guloseimas para comermos, afinal

sempre amei doces.

Mas dessa vez, eu não poderia mais fazer isso. Em um dos dias que eu estava na casa deles durante

as férias, estava meio para baixo, então minha madrinha resolveu tentar me animar, e me disse:

  -Le, você tá muito triste, não gosto de te ver assim! Que tal fazermos uns cupcakes que você gosta??

  - Pode ser madrinha!

E assim começamos a procurar uma receita saudável de cupcakes, e logo em seguida fizemos ela! 

A alegria no meu rosto voltou, por um simples ato de preocupação da minha madrinha, e por alguns

simples cupcakes

(Letícia Alves)


Memorias Afetivas

Um grande desejo se deu em mim, ao refletir sobre o desastre do brigadeiro na escola:

Impulsionado eu a enfrentar o desafio do brigadeiro, comecei pesquisando na internet a extraordinária receita dessa sobremesa, tendo em vista a complicação. Liguei diretamente a minha tia a quem possuí tais dons culinários, pois já que eu e meu pai não havíamos encontrado.

Coloquei em pratica os ensinamento dados a mim, ao despejar os sentimentos e emoções da cultura culinária aos ingredientes, comecei a mexer com todo amor e carinho e também ao desespero.

Ao finalizar, duro como uma pedra no caminho grudado como uma praga ao prato. Tristeza e sofrimento se deu pelo almejado desejo de comer brigadeiro; mas grato fiquei por ter tido uma experiência que me mostra que nem tudo dá certo, mas o que importa é experiência que carrega em teu saber.

(Cauê Henrique Possignolo do Prado)


 O crostoli perfeito


Em um certo domingo, estava na casa da minha vó e não fazia a menor ideia de que seria

um dia tão bom! Meu pai teve a brilhante ideia de fazer uma comida que ele e meus tios sempre

comiam chamada crustoli, eu nunca nem tinha ouvido falar mas ajudei a fazer de qualquer forma.

Uma das coisas que eu mais amei foi que praticamente toda a  família ajudou, poderia ser em uma coisa ali ou uma aqui mas todos ajudaram.

Quando ficou pronto todos atacaram a mesa e quando experimentei percebi que eu realmente

tinha amado aquilo, não tinha amado só a comida mas também aquele momento que foi especial!

(Livia Rufino, 8º ano A)


A Receita do Crostoli (Gentileza do Blog Panelaterapia)

De origem italiana o Crustoli (Grostoli ou Crostoli) é uma massa tipo de pão, frita e passado no açúcar e canela, mas no Brasil também é conhecida como cueca virada.


Ingredientes:
2 ovos
2 colheres (sopa) de manteiga ou margarina
1/2 xícara (chá) de leite
6 colheres (sopa) de açúcar
1/2 colher (sopa) de fermento em pó
1 pitada de sal
1 colher (sopa) de cachaça
2 e 1/2 xícaras (chá) de farinha de trigo (aproximadamente)
Óleo para fritar

Açúcar e canela em pó para polvilhar ou mel para acompanhar.

Em uma tigela, misture os ovos, a margarina, o leite, o açúcar, o fermento, o sal e a cachaça. Acrescente a farinha de trigo, aos poucos, mexendo inicialmente com uma colher e depois com as mãos até que forma uma massa homogênea, macia e que solte das mãos.

Divida a massa em duas partes e abra com ajuda de um rolo em uma superfície enfarinhada até ficar fina (aproximadamente 0,5cm). Corte em retângulos médios (5X10cm, aproximadamente).

Faça um cortinho no meio de cada retângulo e dobre a massa passando por dentro. Frite, aos poucos, em óleo quente até dourar levemente. Retire, escorra em papel toalha e passe por açúcar e canela ou então sirva acompanhado de mel.


CUPCAKES  


Me lembro como se fosse ontem, o dia em que meus pais compraram um livro de receitas para mim,

mas não era qualquer tipo de receita era um livro de CAPCAKES! Eu fiquei muito animada por achar que

eu usaria muito aquele livro ,voltei pra casa toda feliz e guardei meu livro no armário . Todo dia eu foleava

aquele livro e via aquelas receitas ,tão bonitas e aparentando ter um gosto muito bom ,mas eu não tinha

tempo para escolher qual receita eu queria fazer e nem para comprar os ingredientes ,então deixei aquela

vontade de lado e me esqueci daquele livro .

Passou uns 2 anos, já era época de pandemia ,eu estava muito triste por não poder sair de casa ou ir pra

escola ver meus amigos , estava entediada sem nada pra fazer, então me lembrei do meu livro e tirei ele

do armário, naquele momento decidi me divertir e fazer proveito daquele livro de receitas .

Peguei um receita de capcakes de laranja, pois pra mim naquele momento era a receita mais fácil de fazer,

separei os ingredientes ,chamei minha irmã pra me ajudar ,e nós duas partimos para a casa da minha vó,

pois íamos preparar a receita na casa dela .Começamos a preparação, batemos os ovos, colocamos a

farinha, o açúcar, raspamos as laranjas .... , mas durante a preparação da receita ouve alguns problemas

com a massa e a cobertura do capcake!... Eu e minha irmã também brigamos, nossa vó ficou estressada

e a massa quase desandou!,Foi uma bagunça só, literalmente, terminamos a massa e colocamos para

assar, durante esse período ficamos vendo outras possíveis receitas .A massa havia ficado pronta então

colocamos a cobertura e esperamos os capcakes esfriarem um pouco, pois estava muito quente .Havia

chegado a hora de provar o capcakes ... estava uma delicia a massa e a cobertura, comemos e

conversamos e é claro depois arrumamos aquela bagunça toda. Foi muito divertido! Gosto muito dessa

minha memória .

(Maria Eduarda Gazeta)






A Gente come na Escola - Escola Idalina

Estamos, pela segunda vez, tendo a oportunidade de aplicar nosso projeto "A gente come lá em casa", na escola, desta vez na Escola Idalina, embora com outra denominação "Alimentação, saúde e bem estar", uma vez que a eletiva já estava em andamento. 

Na primeira semana fizemos o acolhimento para conhecer os alunos e  quais eram as suas expectativas  nessa continuidade da eletiva, e combinamos de fazer, na semana seguinte, o bolo da felicidade, cuja receita se encontra no final deste post.

Foi muito interessante o processo, pois cada um cumpriu com sua responsabilidade na oferta dos ingredientes e cada um já foi assumindo um lugar na preparação do bolo que envolvia uma parte de maior dificuldade, no caso, ralar as cenouras. Tudo correu com tranquilidade, numa verdadeira linha de montagem, mesmo que não tivéssemos alinhavado previamente o que cada um deveria fazer. Esta atitude colaborativa dos alunos, veio reforçar um conceito que estamos desenvolvendo em outros trabalhos, chamado "estigmergia" que se inspira no trabalho das formigas que, mesmo sem um sistema emergente auto-organizado, comunicam e colaboram entre si. Mais detalhes veja aqui.

No final, saboreamos essa delícia, que além de tudo é muito rica em nutrientes...Bem, ela tem um pecadinho, ...o açúcar e o requeijão! Mas, ninguém é de ferro, não é mesmo?!..

Não perca, também, as memórias afetivas advindas de bons momentos que os alunos tiveram com suas famílias, neste outro post.


Agora a receita do Bolo da Felicidade, que, na verdade, chama-se Bolo D. Eleotera. Colocamos esse apelido no bolo porque temos uma história com ele. Um dia, uma amiga muito querida nos homenageou, em nosso aniversário com esse delicioso bolo, e foi realmente um momento de felicidade, pois não esperávamos e tornou-se uma grande surpresa.

1/2 kg de cenoura ralado no ralo grosso
 2 x chá  de trigo
 2 x  chá de açúcar
 1 x chá  de óleo
  4 ovos
  2 colheres de chá de bicarbonato
  2 colheres de chá de fermento
  2 colheres de chá de canela em pó
  1 pitada  de sal
  1/2 x de nozes  picadas
  1/2 x de  passas


                 Recheio  e cobertura

    2 copos de requeijão gelado
    1/2 x de chá  de açúcar
    2 colheres de chá de baunilha
           
                 Preparo

  Bater bem o óleo e o açúcar, na mão mesmo
  Juntar os ovos e continuar batendo
  Juntar os outros ingredientes, mexendo com o fuê.
  Despeje na  forma untada e polvilhada
  Assar uns 40 minutos
  Cada um conhece seu forno. No meu, asso em 30 minutos


Agradecimentos super especiais a Cauê Henrique Possignolo do Prado, aluno da Escola Idalina que se encarregou da produção e edição dos vídeos e de toda parte  fotográfica do Projeto.

Agradecimentos também à coordenação da Escola Idalina profª Beatriz que acreditou e incentivou esse trabalho.




   

sábado, 13 de maio de 2023

Bolo de Milho de Latinha

 Essa receita me foi dada pela querida amiga Thereza Tozo. É uma receita muito prática e deliciosa.

3 ou 4 ovos

1 copo de leite

1 copo de kimilho

1 copo de açúcar

1 pacote de milho verde (ou latinha)

1 pitada de sal

1 colher de royal

1/2 copo de óleo

Bata o milho com o óleo e acrescente os demais ingredientes. Unte uma forma com manteiga e açúcar e deite a massa e coloque para assar, de acordo com a potência de seu forno. O meu assou em 25 minutos.

                                                                  Nossa amiga querida




sexta-feira, 24 de junho de 2022

Como fazer "Puxabeque"

 Recebi o convite para seu Blog, de minha querida prima e amiga Elizabete Pazeto e relembrando memórias, essa brotou em nossas lembranças: Nossas antepassados, cablocos natos e descendentes de índios (Bisa Apolinária), trouxe essa iguaria que era confeccionada com miúdos de suínos criados e abatidos em seu quintal. Lavavam-se as vísceras e cozinhavam-se coração, fígado e outros com todos os temperos (sal, pimenta de horta, salsinha e cheiro verde). Depois, picavam-se em pedacinhos, enchiam as viceras como linguiças e colocavam para assar em assadeiras e fornos de lenha. Era uma delícia. Não sei se algum dos Netos, bisnetos ou tataranetos guardaram essa receita.


segunda-feira, 20 de dezembro de 2021

PRECISA LEVAR ALGO NUMA FESTINHA E ESTÁ SEM TEMPO?

 Então faça o pão de cebola da Gi. 

Gi, é minha filha e trouxe essa receita prá casa, e nós acrescentamos nozes e pimenta e ficou ainda mais gostosa.

Vamos lá

Corte 8 pãezinhos em fatias finas, formando uma espécie de "sanfona", ligada pela base.

À parte, misture o conteúdo de 1 envelope de creme de cebola, com 1 lata de creme de leite (ou nata), 1 xícara de chá de queijo prato ralado em fios, 2 colheres de manteiga, salsinha picada (quantidade à gosto).

Misture tudo muito bem e vá colocando porções desta mistura entre as fatias da sanfoninha. Coloque os pãezinhos numa assadeira forrada com papel alumínio, polvilhe com 1/2 xícara de queijo parmesão ralado e leve ao forno médio até dourar. Sirva a seguir. Como disse, nesta receita acrescentamos 1 xícara de nozes picadinhas e 1 1/2 pimenta vermelha.

Ótima sugestão para levar em uma festa



sábado, 18 de dezembro de 2021

CONSERVA DE JILÓ

Esta receita me foi passada pela amiga Thereza Tozo. Comi na casa dela e me apaixonei.

Ingredientes:
500 gramas de Jiló
250 ml de água
250ml de vinagre de vinho branco
1/4 de xícara (chá) de azeite de oliva
2 dentes de alho cortados em lâmina
1/2 pimenta dedo de moça, sem sementes picada
1 colher de orégano desidratado
1 ou 2 folhas de louro
sal à gosto

Modo de Fazer:

Depois de bem higienizados, corte os jilós em quatro e cozinhe em água fervente. Cozinhe até que fique macio. Tire do fogo e coloque água gelada para parar o cozimento e voltem a cor verde. Escorra novamente e reserve.
Em outra panela leve a água, as folhas de louro, o vinagre, as lâminas de alho, o sal. Quando atingir o ponto de fervura, conte dois minutos e desligue o fogo. Espere esfriar e misture aos jilós e junte o azeite, a pimenta e orégano. Coloque em um vidro e deixe descansar.

Propriedades do Jiló:
Controle da taxa de açúcar
Prevenção de doenças
Ajuda no combate à anemia
Proteção às artérias
Saúde do coração
Saúde bucal
Visão
Perda de peso

Fonte: https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2019/05/24/consumir-jilo-ajuda-a-emagrecer-confira-os-beneficios-desse-alimento.htm 





sexta-feira, 25 de junho de 2021

A GENTE COME NA ESCOLA - Escola Irene de Assis Saes

 O dia de ontem foi muito especial para mim e para a professora Regina Galante, minha parceira na criação e execução do projeto "A Gente Come Lá em Casa", que neste ano está sendo aplicado na Escola Irene de Assis Saes, na Cidade de Santa Bárbara D'Oeste/SP.

Ela professora de História, eu de Arte, mergulhamos de cabeça nele, e nos empolgamos com cada etapa, pois vimos aí uma possibilidade de contar um pouco sobre os processos migratórios havidos nas famílias de cada aluno, e num contexto mais amplo, no Brasil, e do quanto isso pode ter influenciado nossas vidas.

Após um mapeamento junto aos alunos sobre as suas origens materna e paterna, verificamos que uma boa parte deles vinha do Estado de Minas Gerais, e aproveitamos para contar um pouco sobre a História colonizadora mineira, sua arquitetura de origem iminentemente portuguesa barroca, a importância dos tropeiros nos processos logísticos do ouro, os patrimônios materiais e imateriais tombados nessas cidades históricas, a importância da salvaguarda desses patrimônios pelo IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Cultural Nacional) e as possibilidades que cada pessoa tem de exercer sua cidadania junto a este órgão e junto aos patrimônios.

O que mais nos empolgou foi que cada assunto abordado possibilita outros desdobramentos igualmente importantes e enriquecedores.

Antes disso, e não menos importante desenvolvemos uma receita que remete às Minas Gerais e ao seu Patrimônio Cultural Imaterial: "o pãozinho de queijo". Contudo por questões de tempo, optamos por fazer o pãozinho de queijo de frigideira, pela sua versatilidade e que poderá, eventualmente, resolver o problema do aluno para um lanche rápido, ou café da manhã, cuja receita segue abaixo


1 ovo

2 colheres de polvilho (doce e azedo), mas pode ser só um ou só outro. Optamos sempre por misturar os polvilhos, pois um dá maciez em seu interior, outro dá crocância na parte externa.

sal à gosto

2 colheres de qualquer queijo ralado. Nós optamos pelo provolone e parmesão.

Só isso!

Aí é só bater o ovo, bem batido para tirar seu odor, acrescentar os demais ingredientes e fritar como panqueca.


Cada aluno bateu e fritou seu pãozinho, graças a colaboração e gentileza que tivemos por parte da direção da escola e administração da cozinha.

Este pãozinho é gostoso fritar e comer imediatamente, mas abrimos mão de comer de imediato, para que cada um pudesse fritar o seu, para depois comermos todos juntos e confraternizarmos, com direito à mesa posta e Ikebana, como centro de mesa, uma delicadeza da Regina.

Como acompanhamento optamos por um delicioso preparado de açafrão, cujas propriedades ante-  inflamatórias explicamos aos alunos.

Na sequência fomos até a horta da escola e cada aluno plantou uma raiz de açafrão, cujo acompanhamento de seu ciclo produtivo será acompanhado.

E, para homenagear os alunos de ascendência italiana, em outro momento fizemos pizza. Para a massa fizemos metade com farinha de trigo branca, metade com farinha de trigo integral. Uma delícia e muito mais nutritiva. A receita dela você encontra aqui. É uma receitinha super rápida que desenvolvemos para ocasiões que se tem pressa e não se tem tempo de esperar a massa crescer.

 O vídeo abaixo usamos para a culminância









sexta-feira, 7 de maio de 2021

Requeijão de Inhame da Camila Victorino

 Desde que passei a ter desconforto gastrointestinal ao tomar leite, passei a procurar alternativas para deixar de consumir este produto. Convenhamos, o leite é um ingrediente presente nos alimentos mais deliciosos do nosso dia a dia e no fim das contas, retirá-lo da dieta exige força de vontade e disposição para experimentar novos sabores.

Nessa jornada, encontrei no YouTube o canal vegano Pensando ao Contrário,  da querida Camila Victorino, incansável em trazer receitas fáceis, rápidas e saudáveis! Uma das minhas receitas favoritas do canal é o requeijão de Inhame, é surpreendente a consistência deliciosa que fica, realmente parecida com um requeijão.  Olha que fácil de fazer!


300 gr de inhame (sete inhames pequenos)

1 colher de sopa de azeite de oliva

1 colher de sopa de suco de limão

1/2 colher de chá de sal

1/2 dente de alho

(opcional) 1 colher de sopa de água


Lave e cozinhe os inhames inteiros, com a casca, por 15 minutos na panela de pressão. Descasque-os, corte ligeiramente para bater no liquidificador com os demais ingredientes. Bata por 5 minutos (sim, 5 minutos para ativar o amido do inhame). Está pronto! Dura em média dias na geladeira. 

Às vezes substituo o alho por cebolinha e salsa, ou manjericão; use a criatividade!  É uma forma excelente que consumir o inhame, que é cheio de propriedades nutricionais e até medicinais. 

Veja a explicação técnica sobre as propriedades do Inhame que a Camila Victorino trouxe nesse vídeo:






E para acompanhar essa delícia, outra receitinha que promete fazer bem à saúde. É um preparado de açafrão. Você vai encontrar a receita aqui



domingo, 9 de agosto de 2020

TORTA DE REPOLHO DA DONA ISAURA

 Torta de repolho-

Essa torta de repolho é o xodó de minha família e uma receita que carrega muuitas lembranças boas, minha família adora e sei que a de vocês irão adorar também.
Bom, vamos para a receita!
ingredientes:
  • 3 ovos
  • 3 tomates
  • 1 cebola inteira
  • 1 xícara de óleo
  • 1 xícara e meia de leite
  • 2 xícaras de farinha de trigo
  • 1 colher (Sopa) de fermento
  • meio repolho (médio) 
-x-

- MODO DE PREPARO - 

Pique à cebola, Tomate e o Repolho e os coloque em um recipiente.
No mesmo recipiente, adicione os ovos, Leite, Óleo e a Farinha de Trigo, misture tudo e o coloque sal na quantidade que achar melhor.
Unte uma forma média, coloque à mistura e deixe em um forno à 180° graus por 40 min.
-x-
Resultado:
E voilá! Sua torta de repolho esta pronta para ser saboreada, espero que gostem, Beijos!


quinta-feira, 25 de julho de 2019

O BOLO DA LOURDES RODRIGUES EM "HUMANOS E CONSTRUÇÃO"

"Humanos em Construção" é um projeto que criamos com o intuito de socializar, falar sobre arte, vida e felicidade. E para fazer arte!...E esta semana estivemos na cidade de Santos onde conhecemos pessoas maravilhosas e passamos duas semanas muito agradáveis. Therezinha levou Banoff e estava delicioso. Lourdes levou um bolo cremoso de coco de Liquidificador e compartilha a receita conosco:

1 lata de leite condensado
1 lata de leite
4 ovos
1 colher de margarina
1 colher de sopa de fubá
3 colheres de farinha de trigo
1 colher de fermento
1 garrafinha de leite de coco
50 gramas de coco em flocos
Bater tudo no liquidificador, menos o coco e o fermento que devem ser colocados por último no liquidificador e bater só para misturar. Levar ao forno por aproximadamente 30 minutos. Cobrir com marshmallow e castanhas. Fica muuuuiiiitttoo bom!





    Foto de um dia de oficina no Projeto "Humanos em Construção"

sábado, 12 de janeiro de 2019

TORTA DE MORANGO, PRÁTICA E ECONÔMICA

As receitas que nossa mãe nos deixou são todas elas muito práticas e econômicas e não dão erro. Sempre damos preferência a elas, porque sabemos que mamãe não se aventurava ao que era complicado, nem sofisticado e caro.
De todas as suas receitas as que fazemos com mais frequência é o Bolo de Sorvete e esta torta de morango que também pode se feita de maçã, de banana, ou outras frutas, adaptando à gosto.
Esta receita além de ser deliciosa é muito econômica porque não vai creme de leite, nem leite condensado, sem contar com seu apelo visual. Então vamos lá:

Massa:
1 ovo
2 colheres (sopa) de manteiga bem cheia
2 colheres de açúcar refinado
7 colheres (de sopa) de leite
1 colher (chá) de pó royal ( é importante que seja colher de chá)
1 pitada de sal
Trigo até dar consistência. Essa massa não dá erro, é ótima. Estenda-a numa fôrma de aro removível e leve para assar por aproximadamente 20 minutos. É importante verificar aos 15 minutos para não ter surpresas com as diferenças de forno. Se necessário deixe além dos 20 minutos, mas não deixe dourar demais para não ficar dura.

Creme:
3 xícaras de (chá) de leite
1 gema
1 1/2 xícara (chá) de açúcar
3 colheres (sopa) rasas de maizena ( amido de milho)
Bata tudo no liquidificador e leve ao fogo até cozinhar. Coloque este creme em cima da massa depois de mexer bem e estiver quase frio, ou frio.

3ª Etapa
Coloque morangos picados em cima do creme. Obs: Embora a receita não peça eu gosto de colocar meio limão espremido por cima dos morangos e umas 2 colheres (de sopa) de açúcar. O limão evita que o morango se oxide rapidamente e o açúcar deixa os morangos mais deliciosos. Mas é uma medida opcional.

4ª Etapa - Cobertura:
Bata no liquidificador um copo americano de suco de morango que pode ser feito com metade do copo de morangos e completado com água e uma xícara de (Chá) de açúcar e uma colher de sopa de amido de milho. Leve ao fogo até cozinhar, mexa bem depois de retirar do fogo, espere esfriar e coloque por cima dos morangos.


Esquecemos de tirar o aro da forma kkkkk

Para a torta de maçã use suco de laranja para a cobertura.
Para a torta de banana caramelizamos as bananas antes de colocá-la sobre o creme e fizemos a cobertura com o suco de laranja também, mas pode substituir esta cobertura por outra de clara com açúcar, para poder aproveitar a clara que sobrou. Neste caso, volte ao forno para dourar.


sábado, 29 de setembro de 2018

AMIGOS INESPERADOS

Já moro há 9 anos neste prédio, tenho vizinhos ótimos, mas hoje tive a oportunidade de fazer novas amizades, que adorei: Pedro, Vitor, Camila, Duda e Nícolas. Adoráveis!
Claro que já nos conhecíamos, mas daquele jeito que se conhece em condomínio: um olha para o outro e dá um sorrisinho amarelo.
Mas, hoje, convidei-os a me ajudar a "catar as tiriricas" que nascem em nossa grama e se não cuidar, acabam com ela. Nosso jardineiro, que é um querido e está sempre atento, de tempos em tempos passa mata-mato, mas a pobre da grama também sente um pouquinho...Bem, convite feito, convite aceito. Não pensaram duas vezes para por a mão na massa, ah, digo, na grama!



Catamos 2 sacolinhas das benditas. Ficou uma beleza! Mas, aí quis oferecer uma recompensa ( ou será mais serviço? kkkkk)
- Vocês topam fazer uma torta de maçã?
- Topamos!
Marcamos às 15:30 horas. E lá foram eles, agora sim, por a mão na massa e nas maçãs!...Até lembrei da Música do Almir Sarter, linda, linda!




Até Camilinha, no alto dos seus 7 anos entrou na dança: e enxugou a tigela e pôs o guardanapo na cabeça! Opa! O que é isso Camila?!!!!! Assustei a menina, e todos demos muita risada! Foi muito bom!
E aí a torta pronta para ir ao forno:


E, depois degustamos no Gazebo.







Para quem quiser fazer essa torta tão fácil de fazer e tão gostosa, aqui tem a receita!

E, a música do Almir Satter das massas e das maçãs, mas que na verdade se chama "Tocando em frente" e, provavelmente meus novos amiguinhos não vão gostar porque não é o gênero deles, mas ao menos vão saber que tem a música das massas e das maçãs. Que prá tudo tem música! Que boa a vida com música!...





sábado, 4 de agosto de 2018

AMIZADES VIRTUAIS TAMBÉM AQUECEM O CORAÇÃO

A era da internet mudou as relações com o trabalho, com a vida e até como partilhamos nossas amizades! E não se pode dizer que estejamos vivendo mais superficialmente só por isso, embora os alarmistas de plantão já façam um sem número de teorias da conspiração.
 A verdade é que nos trouxe possibilidades que antes não tínhamos, entre elas a facilidade de comunicação com pessoas que, de outra forma, jamais conheceríamos.
Aconteceu comigo e com Isabel, que de lá de Portugal me aquecia o coração, sem nunca termos nos visto, depois nos conhecemos e continuamos uma bela amizade.
Há alguns meses conheci outra pessoa, que não digo o nome, nem de onde, para preservar-lhe a privacidade! Nos correspondemos semanalmente, sempre com uma troca interessante de assuntos que perpassam diversos territórios, histórias, costumes, vida familiar, cultura, e até gastronomia.
Esta semana recebi desta pessoa esta receita de torta de maçã que fui logo fazer, tão prática me pareceu. Prática, apetitosa, uma delícia de fazer e de comer. Como as medidas estão diferentes das que usamos normalmente aqui no Brasil, coloco aqui a receita em xícaras, para facilitar.


Ingredientes:

1 massa folhada. Fizemos com massa de pastel e também deu certo
6 maçãs
4 ovos
1 1/2 xícara de leite
1 xícara de farinha de trigo
1 xícara de açúcar (pouco mais que orientava o vídeo)
3 colheres ( de sopa) de manteiga ou margarina (coloquei só 2)
Receita para uma forma de 19 x 32  cm 

Observação:  Como eu tinha e gosto, coloquei uvas passas também.
E na cobertura optei por açúcar e canela.
Como eu não tinha massa folhada e não tenho mais gostado das massas folhadas prontas que tem vindo muito gordurosas, optei por fazer aquela minha massinha de pizza de minuto. Fiz com sal, como na receita, porque gosto deste contraste e mesmo porque é bem suave de sal, mas quem quiser, põe açúcar na massa, ao invés do sal.
Ficou ótima






quarta-feira, 1 de agosto de 2018

O DOCE DE ABACAXI DA MARINETE

Aprendi a gostar de Marinete, antes mesmo de conhecê-la.
Sou professora e, numa confraternização de professores o marido de Marinete, Sr. Reginaldo, levou o tal doce de abacaxi que alguns professores já conheciam e tinham a receita.
Os comentários que antecederam e sucederam a degustação era de um sucesso absoluto!
...Desde então tenho-o feito em minha casa quando a família se reúne, pois é uma receita bem generosa, serve tranquilamente umas 12 pessoas.
Mas, lá se vai um belo dia, que, em uma das escolas que leciono me apresentaram Marinete. Fui logo perguntando: Você é a Marinete do Bolo de Abacaxi? Foi só risada!..
E, no decorrer do semestre aprendi a gostar também da Marinete! Pessoa bem humorada, atenciosa, uma querida!
E, hoje, em uma de nossas confraternizações lá vem ela com seu bolo de abacaxi!

RECEITA DO DOCE DE ABACAXI DA MARINETE

Parte 1
Pique bem um abacaxi e coloque em pirex, ou forma, com uma xícara de chá de açúcar.

Parte 2
Pão-de-ló

3 ovos
1 xícara de açúcar
1 xícara de farinha de trigo
1 colher de fermento em pó Royal

Bata bem os ovos com o açúcar, acrescente a farinha de trigo e o fermento e coloque por cima do abacaxi. Asse e deixe esfriar.

Parte 3
Creme
1 litro de leite
1 lata de leite condensado
3 gemas
3 colheres bem cheias de Amido de milho Maizena
1 lata de creme de leite
Coco ralado  (umidificá-lo com leite, ou leite de coco, ou mesmo água)

Levar ao fogo para engrossar.
Desligue o fogo e acrescente a lata de creme de leite.
Despeje esse creme ainda quente em cima do bolo frio
Cobrir com coco ralado.
Levar à geladeira por 2 horas antes de servir.


Marinete




terça-feira, 3 de julho de 2018

PIZZA DE MINUTO! PARA QUEM TEM FOME E PRESSA!

Pintou aquela fominha, mas não está a fim de se esfalfar? Faça essa massinha super rápida e deliciosa e coloque o que tiver em casa. Até com azeite, orégano e alho fica boa. Serve bem 2 pessoas. Ideal para forma de 27 cm de diâmetro. Para aquela forma maior, dobre a receita que dá certinho.

1 xícara de farinha de trigo branca
1/2 xícara de farinha de trigo integral
3 colheres de óleo
1 colher (de chá) de fermento em pó Royal
uma pitada de sal
1/2 xícara de água.

Coloque as farinhas com o óleo e trabalhe esta farofa até misturar bem. Acrescente o pó Royal, misture, e depois vá colocando a água aos poucos. Fica uma massa bem elástica e boa para esticar com o rolo. Unte a fôrma, coloque a massa, deixe assar por 10 minutos em forno quente. Retire do forno e acrescente os ingredientes que desejar e volte ao forno por mais 10 ou 15 minutos dependendo do forno.



Chegou visita e quer fazer um café da tarde rápido e delicioso? Faça a massa acima e cubra com rodelas de banana (2 ou 3 bananas), 2 colheres de açúcar e canela à gosto. Ponha para assar tudo junto por 20 a 25 minutos, dependendo do forno. Vai ver o sucesso!

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

O FRANGO XADREZ DA CAMILA

A receita do Frango Xadrez já se tornou tradicional em nossa família. É fácil, econômica e agrada a todos os paladares. A última vez que preparei-a foi em meu aniversário; recebi tantos elogios que, desde então, passei a cozinhar com mais frequência e melhor, arriscando em novos sabores e ingredientes.
Inspire-se também com este delicioso prato e proporcione satisfação e alegria à sua família e amigos!

Para cozinhar para 10 pessoas, você precisará de:

- 2 quilos de filé de frango
- 2 pimentões vermelhos
- 2 pimentões verdes
- 2 pimentões amarelos
- 3 cebolas grandes
- 3 dentes de alho
- gengibre (1 pedaço de 3 cm)
- cebolinha
- 1 vidro pequeno de shoyu
- 2 copos de água
- 3 colheres de maisena
- 100 gr de amendoim torrado e sem pele
- sal a gosto
- suco de meio limão
- azeite

Preparo:

O frango, a cebola e os pimentões devem ser cortados em cubos. Se você tiver um ajudante nesta hora, melhor ainda! É durante o preparo da comida que surgem as melhores conversas. Minha última ajudante foi minha sobrinha Isabelle, de 14 anos; não é lá muito chegada à cozinha, mas ajudou a tia com muito boa vontade!  😊 😊 😊
Tempere o frango com sal, alho, gengibre, limão e azeite. Deixe marinar por meia hora.
Em uma panela com azeite bem quente, doure o frango em porções suficientes para cobrir o fundo da panela. Esta etapa é muito importante para garantir a maciez do frango; não caia na tentação de colocar todo o frango de uma vez, pois ele juntará água e ficará com aquela consistência de "borracha" (argh!) 😫 Passe para um refratário e reserve.
Na mesma panela em que fritou o frango, refogue a cebola e os pimentões com um pouco de sal, até que fiquem al dente. Importante: faça o corte da cebola em pétalas e procure cortar os pimentões no mesmo tamanho! Apenas por uma questão visual do prato.
Prepare um caldo misturando a água, o shoyu e a maizena, despejando-o na panela com os legumes. Junte o frango e cozinhe até encorpar o molho. Junte o amendoim e a cebolinha.
Para acompanhar, arroz branco e salada de folhas.

Sucesso garantido! 😉

O Frangoooo! Quando foi registrado, pois o último não foi! 😀

Eu e a minha ajudante de estimação 💗

Família que come unida, permanece unida! 👊


domingo, 28 de janeiro de 2018

OS TRÊS BOIADEIROS

Dando sequência às presevações de memórias, esta é de uma carta de Manoel Gomes Ferreira, meu avô, enviada à meu pai, Expedito de Jesus Pazeto, para que este lesse aos amigos citados, Tião Abdala, Val Custódio e o Alfredinho Procópio. Manoel, filho de Abel Ferreira, neto do Ferreirão que veio lá de Portugal de Trás os Montes,  era homem muito inteligente, perspicaz, mas de poucas letras. Havia frequentado apenas até o terceiro ano do ensino primário, o que era bem normal para sua época, nas famílias de origem agrícola ou operária  (....).

Manoel escrevia versos, histórias, uma necessidade de se comunicar, apesar das poucas letras. Este que segue mistura um pouco da linguagem rimada, um pouco sem rimas, misturada com a linguagem textual e conta uma hilária busca de gado na cidade de Corumbataí. Não se sabe dizer se os acontecimentos tenham sido reais ou fruto da imaginação dele. O texto original foi digitalizado e encontra-se aqui, aos que se interessarem em vê-los.

Ele faz questão de mencionar, no início da carta os personagens: Tião Abdala, Val Custódio e Alfredinho Procópio, e um cachorrinho Tomba Lata. Acredita-se que todos eles eram da cidade de Ipeúna/SP

"Eles partiram de Ipeúna para ir buscar uma boiada em uma cidade muito longe. Despediram-se da famílias e partiram. Depois de andarem muitos dias chegaram à longínqua cidade de Corumbataí. ( Detalhe: a cidade de Corumbataí fica a apenas 38,4 km de Ipeúna, ou 36 minutos de carro, hoje muito perto, mas em lombo de burro já é outra história...)

Foi mais ou menos assim:

Eu ainda tenho saudade
do tempo que eu era moço
montado na minha besta ruana
e com lenço branco no pescoço

O Val que ainda era mocinho
montado no baio Encerado
com um bom ponche na garupa
e um laço dependurado

A boaida era grande 999 bois
Porque você não diz que é mil?
Porque mentiroso não sou

O Alfredinho ia num pampa cego
Ele era o tocador do berrante
O cargueiro ia no lombo de burro velho
que se chamava diamante

E lá ia o Tomba Lata
cachorrinho muito ligeiro
ele afundava no mato
E punha prá fora qualquer pantaneiro

E depois de ajuntar toda boiada lá em Analândia e Corumbataí, eles partiram de volta.

O Alfredinho na frente, repicando o berrante
O Tião e o Val atrás gritando: - Boi, vorta boi do diabo!
- Tião cerca esse boi do chifre quebrado
- Ele vai entrar no mato
- Pode deixar que o Tomba Lata vai buscar aonde ele estivé
E o Tomba Lata passeava de ponta a ponta a boiada
E o que ficava prá trás ele mordia o pé.

Depois de muitos dias de viagem eles chegaram em Graúna. Soltaram o gado no pasto, os animais em um potreiro, para ficar mais fácil. Depois foram até um freje mosca tomar uma chibóca para descer a poeira. Jantaram e foram descansar. O Val disse: - Eu vou dar uma vortinha por aí!
Ele, com um chapéu grande na cabeça, calçado com uma botinha sanfonada e lenço no pescoço. Logo ele encontrou uma morena linda de morrer, a moça mais bonita que ele viu em toda a viagem. Ela era linda, cabelos pretos bem escorridos,. banguela com uma presa de ouro de um lado, quando sorria clareava mais que um farolete. Ele fez até uns versos pra ela:

Oh que beleza de morena, tão serena
És delicada e perfumada igual a flor
A boquinha tão pequena e bem pequena
Toda cheia de beijinho para o amor

O Alfredinho levantou bem cedo para buscar a tropa e o Tião estava levantando e foi logo dizendo:
 - Arreie a a Ruana prá mim, enquanto eu tomo café!
O Rapaz que é muito esperto foi, mas quando ele jogou o bacheiro molhado naquele lombo cheio de pizadura a mula mandou os dois pés. E o Alfredinho para escapar pulou para trás, se enroscou e caiu dentro de uma bacia dágua. Furioso chingou:
- Mula miserável, carne de urubú.
Os outros caíram na gargalha e disseram:
- Você nem parece boiadeiro, ponha um cachimbo nessa mula, com uma mão você segura com a outra você arreia.
Ele pegou um cambito de arrochar a bruaca, torceu o beição e arreou.
O Alfredinho já estava cansado de tocar o berrante feito de um chifre de um boi carreiro e já estava ficando papudo de tanto assoprar aquela droga.
Viajaram muitos dias e chegaram em Itapé. Soltaram o gado no pasto e foram dormir.

Eles estavam muito cansados
Cada um deitou em seu bacheiro
Olhando para o céu estrelado
Para ver onde estava o cruzeiro

Para a última marcha saíram bem cedo, a boiada estava cansada e o Tomba Lata sempre ajudando. O Tião disse: - Ai meus Deus do céu eu estou pensando é no Rio Passa Cinco naquela corredeira.
Com muito custo chegaram. O Tião gritou:- Rozeteie o pampa e jogue na água.

Jogaram o gado na água
A corredeira era muito forte
Tião gritou: - Me ajuda Nossa Senhora dos Navegantes
E Val: - Me ajuda meu Santo Onofre

Em Ipeúna todo mundo estava esperando
O Afredinho na frente avisando:
-Fechem as portas os pantaneiros estão chegando.
E na fazenda Barrocão entregaram a boiada.

Eu sortei a Ruana no pasto
Prá lá também foi o baio Encerado
O Pampa que era velho e cego
Venderam para o açougue do Supermercado.

O Tomba ficou sem companheiro
Por esse motivo entristeceu
Ninguém mais lhe deu comida
de fome o Tomba lata morreu

O Val é vendedor de frango
O Tião ficou caminhoneiro
O Alfredinho que era pobre, não tinha nada
Ninguém sabe de seu paradeiro

Agora só resta um cutiano dependurado
e um laço de couro de mateiro
um par de esporas enferrujados
e uma velha guaiaca sem dinheiro

E assim foi a história dos três boiadeiros
Não sei se nela existe verdade
Mas, mesmo que tudo seja mentira
Dela sentirão saudade

Enviada em 15-05-1984


Manoel Gomes Ferreira, em seu ofício de Carroceiro.
A mulher em frente ao cavalo é Lenira Ferreira Camilo, sua filha, casada com Walter Camilo, logo atrás à carroça, em pé, de camisa branca. À sua direita Ercília Ferreira Pazeto, irmã de Lenira.










Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...